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Meu Perfil
BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, ASA SUL, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Cinema e vídeo, Esportes (suspensos por recomendação) MSN - pauloblack@hotmail.com
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Momento diário
Pensou que chegara o momento de a Hiperfície vir à tona. Mas não bastava fazer bolha, tinha que ter barulho! Onde é que seria o palco ideal? Talvez o jornal mensal com o qual não estava mais tão empolgado. Seria uma boa junção de oportunidades. Renovar a empolgação e dar um passo em uma nova direção. Aliás, deveria assumir o papel de liderança e tomar a frente no vintenário porvir, organizando um calendário de eventos. Quem sabe? O ano que vem estará realmente mais livre.
Ainda pensando no jornal, lendo a publicação local, suas idéias dispararam. Era muito assunto. A proposta de cutucaço no dia dos feriados estudais. E a libertação da esquerda presa lá perto de Bagdá? Qual poderia ser o papel da constituição na busca por direitos nos países onde a democracia está nascendo? Putz, dissertação! Merda, pq não pensou nisso antes, tão óbvio. Que mané União Européia! Ainda tinha o incentivo, agora privado, ao trabalho do aposentado. Velhinhos explorados? Deveria coversar com seu amigo, o Garrafa. Afinal, são novos tempos, pirâmide etária e tal. E ainda, pra falar na Europa, os fedidos brigam com o Direitista doidão há dias.
Releu o que escreveu e achou que não havia exposto tão bem o farfalhar mental que o atacou na academia. Boa mesmo é a Cecília Gianetti.
Escrito por Paulo Rená às 22h32
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Inocência islandesa...
Lembro com gosto a primeira vez em que tive medo, hoje tão apreciado quanto a coragem.
Mas mesmo desfeita a ilusão de ser intocável, a inocência permaneceu, em algum lugar diferente, que a neurose só alcança se puder florescer.
Dominar a droga do medo é sentir-se onipotente.
Preservar-me ou dar tudo de mim? É o medo de perder que drena energia, tranca o peito e desliga o coração.
Abra-se e compartilhe!
Escrito por Paulo Rená às 12h39
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Hipervisão
O espaço pode ser visto de um forma "melhor" na hiperrealidade. Melhor que na realidade "de verdade". Vejam isso e concordem comigo.
Escrito por Paulo Rená às 08h36
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Hipercontato
Há mais possibilidades de contato com um maior número de pessoas ao mesmo tempo, de mais tipos de contato, de mais tipos de contato. Mas os contatos tradicionais são fragilizados, pois não contato físico. Pela rede, ou pelo telefone, pode-se ter uma conversa com dezenas de pessoas, mas não se pode abraçar nenhuma. Pode-se conhecer ou manter contato com alguém completamente fora do seu horizonte de vivência tradicional, mas nunca será possível uma troca de carinhos. Pode-se mandar uma mensagem de saudade durante a madrugada e até se receber uma resposta imediata, mas nunca um beijo de boa noite.
Na hiperrealidade, é evidente a relação inversa entre qualidade e quantidade: quanto mais se pode, menos se pode.
Escrito por Paulo Rená às 10h20
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Hiperespaço
De onde estou posso me comunicar instantaneamente com quem está em um lugar onde eu nem sequer sabia que existe.
Escrito por Paulo Rená às 12h23
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Hiperrealidade
Essa palavra muito tem me ocupado a mente. Hoje pode-se existir em ambientes que superam a "realidade física". Eu posso conversar "ao vivo" com alguém muito distante. Mas, mais que isso, algo que eu diga agora pode ser ouvido muito depois. Há uma alteração no espaço e no tempo da comunicação. Se a escrita inaugurou a história, como registro dos acontecimentos, hoje os acontecimentos são registráveis de uma forma que supera os limites da realidade: hiperrealidade.
Depois continuo.
Escrito por Paulo Rená às 11h15
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verbete da vez
Hipster
Adjetivo, que, reformulado nos anos '90, indica o estereótipo dos integrantes e devotos de indie rock, música eletrônica downtempo e estilos musicais correlatos, bem como os que seguem moda e demais gostos associados, mas que nos anos '40 e '50, em sua forma pura, antes da propagação da cultura hippie, referia-se a negros tocadores de jazz e swing, passando por aficcionados, em sua maioria brancos, mas também negros, todos boêmios, vinculados à geração beat (beatniks), mormente ligados à subcultura então vanguardista cujo nome, "hip" (ou "hep", não há consenso), tinha origem na língua africana ocidental Wolof, mais especificamente no termo "hepicat" (alguém que têm os olhos abertos), de forma que sua etimologia extremamente complexa dispensa qualquer historinha mais bem humorada que pudesse dar mais sentido ao vocábulo, a não ser que se tentasse vinculá-lo a, por exemplo, alguém que estivesse ciente da existência de todas essas excelentes musiquinhas lançadas como lado-b de singles de bandas bacanas, singles vazados em pendrives nos banheiros de Nova Iorque ou das movimentações do Cansei de Ser Sexy pela Europa.
Escrito por Paulo Rená às 18h52
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verbete da vez
debalde
advérbio, de origem árabe, que particulariza uma ação realizada em vão, de forma inútil, sem alcançar os fins almejados, como acontece sempre que algum recém chegado, devidamente desavisado, ousa entoar, repleto de uma inocente pretensão de gentileza, um sincero "bom dia" a qualquer calejado residente das áreas nobres Brasília.
Escrito por Paulo Rená às 18h57
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verbete da vez
enrubescer
corar-se, ter a pele avermelhada, evidenciando o aumento do fluxo sangüíneo, decorrente, geralmente, de uma sensação de acanhamento, vergonha, que foi exatamente o que acometeu a jovem moradora do bloco quando se viu no elevador, percorrendo o longo caminho entre o térreo e o sexto andar, ao lado do novo vizinho de porta, que, de bermuda curta e camiseta no ombro, exibia-se suado na volta da academia.
Escrito por Paulo Rená às 13h38
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verbete da vez
Flogístico
Numa teoria química medieval, abandonada quando da conceituação do oxigênio, consistia num fluído inerente a todo corpo e que provocaria sua combustão ao abandoná-lo.
Escrito por Paulo Rená às 22h24
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verbete da vez
Forragear
verbo, datado de 1679, que, em ecologia, é intransitivo e significa
procurar (o ser vivo) alimento, lançando mão de estratégias
especializadas, desenvolvidas no âmbito da espécie.
Escrito por Paulo Rená às 11h25
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Repetecos
Em vez de voltar a escrever coisas novas, vou recuperar o que já escrevi. Iniciarei com os verbetes, depois os microcontos. Espero dar alguma periodicidade nessa republicação. Apenas peço desculpa às pessoas amigas que me lêem com freqüência e cujos blogs não tenho visitado.
É isso.
Escrito por Paulo Rená às 11h20
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Aconteceu em 1967
Davi Roberto João demorou relativamente pouco para entender o significado daquilo.
Em vinte anos de profissão havia presenciado numerosos acontecimentos das mais variadas espécies, entre dramas, comédias e, obviamente, suspenses, daqueles que fazem as crianças atravessarem noites acordadas, só pelo medo de dormir e ter pesadelos.
Mas nada lhe foi tão especial, e de certa forma confortante, quanto, sem o menor aviso, ver em pleno exercício de sua atividade uma outra pessoa, desconhecida e mais jovem, contratada para ocupar seu posto. Diante do sorriso irônico do novo empregado do cemitério, o cavador de tumbas entendeu que poderia finalmente parar de fazer buracos, pois aquela cova ali seria para ele.
Escrito por Paulo Rená às 09h01
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Saudade
Se você a vir de novo, por aí, diga que perguntei por ela. Depois, diga, assim, como se fosse um segredo, que eu na verdade pedi que você dissesse.
Escrito por Paulo Rená às 21h47
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Formulários, planos e relatórios, pt. 3 de 3
Há prazos a serem cumpridos e sinceramente eu não ligo. Esse é um problema remediável que terei de resolver sozinho. Só não sei ainda como poderei me convencer a querer algo que sei que não quero, e que nem vejo razão para querer.
Se dependesse da minha vontade, as responsabilidades não existiriam. Mas elas existem e o único modo de alterar isso é cumpri-las. Esse é o infortúnio.
Escrito por Paulo Rená às 14h31
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