Meu Perfil
BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, ASA SUL, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Cinema e vídeo, Esportes (suspensos por recomendação)
MSN - pauloblack@hotmail.com



Histórico
 Ver mensagens anteriores


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial- ShareAlike 2.5 Brazil License.

Outros sites
 Leia sempre
 Saca só
 Veja lá
 Pearl Jam no RJ


 
Rascunho
 

Niño

Ao contrário do costume europeu, ele, bom ocidental-do-novo-mundo, sentia-se totalmente confortável com aquela situação extremamente comum para a sua cultura, afinal, embasando aquilo havia toda uma gama de motivos consolidados, que variavam desde racional a economia de recursos financeiros até a emotiva manutenção de um quociente de carinho e afeto familiar que independência nenhuma poderia lhe proporcionar.

Foi assim até o dia em que se viu pedindo aos pais dinheiro para o Viagra.

[inspirado em tirinha do Caco Galhardo, publicada na Folha de São Paulo de 24/05/2005]



 Escrito por Paulo Rená às 18h03 [] [envie esta mensagem]



A estréia da patrulha atrapalhada

Num bar, um grupo de conhecidos confraternizavam o fim de uma reunião de estudos. Em dado momento, coterrâneos descuidados encadearam por acaso uma seqüência de canções que, posto serem bem divertidas, eram totalmente desconhecidas para os ouvidos dos demais presentes:

- Ô Baianada, que tal dar um tempo com essa música doméstica aí?

Todavia, essas inocentes palavras bem humoradas, relativas à origem do cancioneiro, não poderiam passar incólumes, pois ali estava um membro d'A Patrulha, pronto a construir de forma absurda os sentidos mais políticos onde quer que hovesse uma polissemia:

- Porquê, o que você tem contras as domésticas, hein!?

 Escrito por Paulo Rená às 14h36 [] [envie esta mensagem]



Mito criador

- Vovô Jorge, aquilo ali, é tão... De onde veio?

- Simples, garoto: primeiro veio o envólucro, depois o recheio. Vendo o uso inadequado quo os escoceses estavam dando à sua criação, o Criador percebeu que não era assim que deveria ser e concluiu que faltava algo. Daí...

- Ah... então... primeiro... e depois...

- Isso, primeiro veio a saia; depois a mulher. E é assim, em dupla, que elas alcançam a beleza em sua plenitude.

- Que bonito, Vovô!



 Escrito por Paulo Rená às 16h05 [] [envie esta mensagem]



Catarse

Sua dúvida era se ele realmente tivera um lampejo poético ou se já havia visto antes, em algum outro lugar que não em sua criatividade desenfreada, a menção à figura de um copo meio cheio de lágrimas.

Outra coisa que estava martelando era a necessidade de uma comparação para os grãos de areia que caem, um a um, num ampulheta, marcando a passagem do tempo. Essa idéia lhe parecia triste o bastante para merecer uma analogia dolorosa, devidamente outonal.



 Escrito por Paulo Rená às 09h22 [] [envie esta mensagem]



Nome de livro

Sentimento Estacionário
O amor através das quatro estações e outras poesias

 Escrito por Paulo Rená às 17h51 [] [envie esta mensagem]



Ergam-se os castelos de cartas

Ele então percebeu que se tudo na vida é passageiro (inclusive o cobrador, inclusive o motorista) o lance da coisa era buscar um lugar legal e aproveitar a viagem. Algumas vezes sentando-se à janela, tem-se a paisagem; n'outras, no corredor, pode-se compartilhar a experiência com outros viajantes.

Daí outra analogia que lhe ocorreu foi a de que a graças das coisas, todas efêmeras, era construí-las. Ora, todo mundo sabe que um castelo de cartas vai cair. Ainda assim, o esforço de empilhá-las, pouco a pouco, vale a pena, já que após a queda a lembrança da beleza construída permanecerá na memória. E nada como apreciar o mundo do agora na certeza de estar vivenciando um momento no exato instante em que ele vira história.



 Escrito por Paulo Rená às 16h10 [] [envie esta mensagem]