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Rascunho
 

Formulários, planos e relatórios, pt. 3 de 3

Há prazos a serem cumpridos e sinceramente eu não ligo. Esse é um problema remediável que terei de resolver sozinho. Só não sei ainda como poderei me convencer a querer algo que sei que não quero, e que nem vejo razão para querer.

Se dependesse da minha vontade, as responsabilidades não existiriam. Mas elas existem e o único modo de alterar isso é cumpri-las. Esse é o infortúnio.



 Escrito por Paulo Rená às 14h31 [] [envie esta mensagem]



Formulários, planos e relatórios, pt. 2 de 3

Tais responsabilidades são exigências que decorrem de um passado com o qual eu não mais me identifico. São requisitos formais para que eu conclua uma etapa da minha vida que para mim já está concluída. Esse descompasso é a razão do meu desinteresse.
 
Mas a sociedade é pró-forma, e eu falar o que quer que seja não irá me dispensar dos encargos de provar que eu realmente fiz as coisas que fiz, sei aquilo que sei e passei pelo que passei. Requerem-me resultados objetivamente comprovados, não bastando tê-los atingido, ainda que isso tenha demandado tanto esforço.


 Escrito por Paulo Rená às 22h57 [] [envie esta mensagem]



angústia latente

O ser humano é um animal que sabe que sabe, o que tem algumas facetas de uma maldição, entre as quais a possibilidade, recorrente, de se questionar sobre a verdade do que se sente.

*Texto originalmente publicado como comentário no Devaneios.



 Escrito por Paulo Rená às 18h37 [] [envie esta mensagem]



Formulários, planos e relatórios, pt. 1 de 3

Tenho responsabilidades suficientes para que não me sobrasse tempo sequer para parar e escrever estas inutilidades. Mas se me dedicasse da forma que me é exigido para que tudo fosse feito com a devida atenção, ao fim do dia eu estaria esgotado.
 
Ocorre que quando deito a cabeça no travesseiro não me sinto senão entediado. Assim como quando me levanto ou em qualquer momento entre uma coisa e outra.


 Escrito por Paulo Rená às 21h13 [] [envie esta mensagem]